domingo, 3 de julho de 2011

Visita ao mecânico Buiú e confraternização na Urca


Uma ideia surge nas conversas por e-mail. Um ótimo motivo para se colocar as Vespas para rodar. Nem sequer houve tempo de anunciar no blog, mas no domingo dia 3 de julho a CRVC se reuniu para confraternizar e visitar o mecânico Buiú. Há de se destacar também que foi a estreia da recém comprada PX200 branca do confrade Angelo, que não deu trégua ao novo proprietário com a demanda de muitos ajustes após quase uma década parada.



Como de hábito, reuniram-se na Gávea: Angelo, Ricardo Grão Mestre, Paulo Pikyto, Leo Dueñas, Zyppo e Ricardo Lambretta. Infelizmente Zyppo não pôde seguir com o grupo, mas o confrade Gustavo os aguardava na entrada da vila aonde fica a oficina do Buiú, na Urca. O mecânico havia saído para um resgate, então todos foram ao Bar Urca degustar pastéis e empadinhas da melhor qualidade, sob a luz intensa do "Astro Rei", sem a qual - por suas próprias palavras - o Grão Mestre não vive.


Pouco depois do Ricardo Lambretta ter voltado para casa, soou um dos celulares e foi anunciado que Buiú estava de volta. Rumaram assim todos ao seu encontro. Bem humorado e falante, Buiú trocou o conjunto de pneu e roda da Vespa do Gustavo, dando a oportunidade de devolver o emprestado por Ricardo na subida para Petrópolis.




Gustavo voltou para casa para seus compromissos familiares e os últimos quatro confrades reuniram-se para uma saideira no Real Chopp em Copacabana. Lá um senhor que falava muito de seus tempos trabalhando para a Igreja Católica abordou o grupo afirmando ter sido proprietário de uma das primeiras Vespas a aportar o Brasil, em 1953, justamente pelas mãos de um padre.


Fica o abraço aos que não puderam estar presentes, em especial ao Alexandre Risso, que chegou neste mesmo dia da Suíça e fez questão de colar por lá alguns adesivos da CRVC.

[Foto: Ricardo Castellões]

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Passeio Rio-Petrópolis de 19/jun/2011: almoço em Itaipava


Após subir até a entrada de Petrópolis, ao invés de obter saciedade deliciando-se com os quitutes germânicos da Pavelka, abriu-se ainda mais o apetite do grupo. A maioria democraticamente decidiu esticar o passeio até Itaipava para lá almoçar, ao invés do itinerário previamente programado de ir até o Palácio de Cristal. A caravana tomou seu novo rumo então pela rodovia BR040, acompanhada do motociclista  Marcelo “Begerron”, que por sua vez fez dois excelentes vídeos dos confrades em ação.



A imponência dos maciços de pedra e curvas de grande raio fizeram do percurso um momento quase contemplativo, quando sem pormenores com que se preocupar, a condução da motoneta se dá de forma quase inconsciente. Neste momento revelaram-se os mais hábeis e velozes do grupo, com o anfitrião Zé Varanda cintilando seu capacete cromado na liderança e - pasme - as Bajajs 150 de Alexandre Risso e Leo Greco mostrando como se faz. Risso, muito habilidoso nas curvas e em fazer valer a vantagem de massa corporal, imbatível nas descidas; e Leo Greco, leve e aerodinâmico, uma pluma que não tomava conhecimento dos aclives.




Ao chegar o grupo fez um breve pitstop no Horto Mercado de Itaipava, refrescando-se do inesperado sol quente na serra, onde se uniu ao comboio Renata, esposa do Alexandre Risso. O almoço acabou sendo numa pizzaria um pouco mais adiante, local habitual de reunião dos membros do ForzaRio. A acolhida no restaurante Faustino Bar e Adega foi muito boa, onde a cozinha foi aberta antes da hora especialmente para atender os confrades.





Boa companhia e boa comida, música ao vivo numa tarde perfeita, mas era hora das despedidas. Ficaram os queridos amigos de Petrópolis/Itaipava e prosseguiu a caravana em busca de abastecer e descer para o Rio em tempo de chegar à cidade maravilhosa com a luz do dia, mesmo contingenciando as eventuais paradas demandadas pelas motonetas. Em breve a última postagem sobre o passeio, com a descida.



[Foto: (1) Rafaela Pimentel; (2-5, 9, 10) Leonardo Dueñas; (6-8) Ricardo Castellões] [Vídeo: Marcelo “Begerron”]

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Passeio Rio-Petrópolis de 19/jun/2011: a subida


A CRVC subiu a serra e ao retornar atingiu uma nova etapa como Vespa clube; um grupo originalmente urbano habilitou-se então às estradas. Jogando por terra qualquer mito de que motoneta clássica não vai além dos limites da cidade, honrou o incentivo que vem recebendo de outros estados. Além da máquina, o coração do scooterista bate mais forte ao desbravar quilômetros às centenas, estreitando laços de companheirismo e amizade. O apoio e presença dos familiares transmitiu confiança, completando o clima de alegria contagiante e a vontade de seguir adiante para novos caminhos.



A concentração no Baixo Gávea apontava que este seria um passeio bastante prestigiado, de bicicleta chegou a ilustre visita do vespista veterano Antônio, provavelmente o com mais quilômetros entre todos os fluminenses. Conduzindo seis Vespas PX200, duas Bajaj Classic 150, uma Vespa LX 150i e uma Piaggio Beverly 250ie: Alexandre Risso, Gustavo, Leo Dueñas, Leo Greco, Otto JR, Paulo Pikyto, Ricardo, Rodrigo e Zyppo. Seguiram o comboio três carros de apoio: o da Rubia, esposa do Ricardo, com Rafaela e Raquel; o do Marcio "Batata", com sua esposa Fabiana e filhas Clarissa e Luiza; e o da Daniela, esposa do Otto, com seu filho Jorge.


No caminho pelo Jardim Botânico o grupo começou o aprendizado a rodar em comboio: quando os carros de apoio ficaram retidos, os confrades Ricardo e Leo Dueñas permaneceram junto a eles, sendo que as demais motonetas aguardaram um pouco mais adiante, na entrada do Túnel Rebouças.


Ao ingressar nos viadutos da Linha Vermelha, a PX200 do novo confrade Paulo Pikyto deu uma bela "colada", chancelando o evento como um autêntico de Vespas. Nessa situação os carros de apoio provaram desde cedo como conferem segurança em qualquer tipo de emergência, afastando os automóveis. A mesma Vespa mostrou que não iria entregar a quilometragem facilmente, exigiu mais um par de paradas com direito a generosos goles de óleo 2T até chegar à Casa do Alemão em Duque de Caxias.





Na Casa do Alemão na Rod. Washington Luiz a parada serviu apenas para reunir o grupo e esticar as pernas. Nota-se pelo semblante do Pikyto que as dificuldades mecânicas não tirariam o bom humor de ninguém, mesmo queimando os dedos para trocar a vela.



Risso sugeriu uma rota pouco ortodoxa evitando o pedágio. No espírito de total aventura, democraticamente a maioria comprou a ideia, desconectando temporariamente as motonetas dos carros de apoio. Ao sair da comunidade por onde passava o atalho, Gustavo se deu conta que seu pneu estava murcho, e a partir daí se desenrolou uma enérgica operação de troca. Ricardo sugeriu utilizar o sobressalente extra que vinha na caçamba da picape. Ao dar-se conta que de qualquer maneira o estepe de sua PX200 teria de ser retirado, Gustavo, na pressa, acabou soltando sem querer as porcas que unem as metades da roda, o que acabou ocasionando a explosão da câmara de ar. Um susto que acabou rendendo boas gargalhadas. No vídeo abaixo, o retorno do grupo para a estrada e os aplausos ao idealizador do roteiro.



Uma parada mais, desta vez no mirante do Túnel Washington Luiz para um festival de fotos. O clima de serra se fez presente, mas apenas na sombra, o sol garantiu um dia relativamente quente para esta época do ano.



Estrada tranquila, com poucos caminhões, e a rápida chegada à Pavelka em Petrópolis.




Na Pavelka estavam aguardando Zé Varanda e sua esposa Kátia, juntamente com o motociclista Marcelo “Begerron”. Houve então uma mudança de planos, trocou-se o centro de Petrópolis por ir até Itaipava almoçar, uma vez que o grupo chegou cedo. O relato continua no próximo tópico.





[Foto: (1, 3, 4, 10, 11, 16-18) Leonardo Dueñas; (2, 8, 10) Ricardo Castellões; (5-7, 13-15) Rafaela Pimentel; (12, 19) Paulo Pikyto] [Vídeo: Leonardo Dueñas]